Zahyra Mattar
Tubarão
A previsão é nada otimista para os motoristas que utilizam o etanol. Mesmo com a previsão de uma safra farta para o próximo mês, o mercado interno continuará instável. A maior lucratividade com o açúcar refinado no exterior faz com que a maior parte da cana seja emprega neste destino.
E a prospecção do subsecretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, feita ontem, não só corrobora com a 'tese', como confirma: vai faltar etanol neste e no próximo ano.
Conforme o Notisul antecipou no fim do mês passado, a estimativa ainda é de alta. O litro do álcool já está em R$ 2,65 (preço médio) na região de Tubarão. Entre esta e a próxima semana, o etanol deverá chegar ao patamar mais alto desde novembro do ano passado: R$ 2,70.
Com isso, a gasolina – hoje vendida a R$ 2,80 – deverá também sofrer aumento de pelo menos R$ 0,05. A inversão de preços somente será possível com a derrubada de impostos e redução do percentual de etanol na gasolina para 20%, como foi feito no ano passado.
Conforme o delegado do Sindicato de Revendedores Varejistas de Combustíveis (Sindicomb) na região, Valdo Viana Filho, já explicou em outras oportunidades, o etanol somente é viável quando o preço do litro é pelo menos 70% menor do que o da gasolina. Justamente o contrário do verificado atualmente.
O consumo de etanol em Tubarão já é 60% menor no comparativo com outros combustíveis. O único que mantém vantagem ainda é o GNV. Hoje, o metro cúbico do gás natural custa, em média, R$ 1,69. Uma economia de 55% em relação ao etanol e 47% quando comparado com o preço da gasolina.

